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sábado, 19 de abril de 2014

"Aquela Tempestade...

Hoje está chovendo, mas talvez eu desejasse que a chuva caísse a noite inteira mesmo. 
Porque o quarto está tão escuro e eu estou olhando a tempestade da janela, meu cabelo está longo e desgrenhado, sua camisa social ficou tão larga no meu corpo e isso não importa, porque gosto de vesti-lá, somente ela no meu contorno.

Tem seu cheiro em mim. 

Há alguns ruídos pela casa, mas nada que tire tanto a minha atenção. 

O tempo carregado não é forte o bastante pra levar as saudades.

Ouço passos pela casa... Alguém aproximando-se.  

(...)

O tempo está assombroso minha querida, mas não se preocupe, amores sobrevivem também em tempestades... - ele diz.   

Fecho os olhos e respiro fundo, essa voz nunca falha.  

A chuva.

Suas mãos me puxam devagar, me grudam ao seu corpo, o cabelo dele está ensopado, a chuva acariciou e o cheiro dele ainda é aquele de limão com um pouco de terra molhada, e é perfeitamente bom... Ah esse amor de chuva... 
Pode ser que a tempestade não note que há duas almas se amando em um quarto qualquer. 

Ela somente cai e cai... 




S.

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